domingo, 31 de outubro de 2010
Jogo das galinhas
Verbos
FERRO A CARVÃO Quantas camisas eu passei,
Quantas calças alisei,
Até vestido de noiva
engomei
Ao trabalho nunca me furtei,
Pois de energia não
precisei.
Estava sempre pronto
Quando alguém de mim precisava.
Para que funcionasse, a
mim bastava
Uma mão e carvão em
brasa
Vejam só onde hoje estou,
O progresso me relegou.
Mas a mim isso não
importa.
Pois ainda sirvo de enfeite,
e para SEGURAR PORTA.
Pedro Tadeu
Comentário:
Sugestão de atividade:
Identificar os verbos que estão nos seguintes tempos:
Modo indicativo:
Quantas calças alisei,
Até vestido de noiva
engomei
Ao trabalho nunca me furtei,
Pois de energia não
precisei.
Estava sempre pronto
Quando alguém de mim precisava.
Para que funcionasse, a
mim bastava
Uma mão e carvão em
brasa
Vejam só onde hoje estou,
O progresso me relegou.
Mas a mim isso não
importa.
Pois ainda sirvo de enfeite,
e para SEGURAR PORTA.
Pedro Tadeu
Comentário:
O ferro a carvão, muito usado por nossas avós, e até por muitos de nós, perdeu sua utilidade, exceto nos lugares de extrema pobreza. Com o progresso industrial, foi substituído pelos modernos ferros elétricos, a vapor ou não. Muitas famílias, talvez por apego, ainda o conservam em algum cantinho. Assim como o ferro, muitos eletromésticos e máquinas foram, com o passar dos anos, sendo trocados por outros mais modernos, os quais também ficaram obsoletos. Podemos citar alguns exemplos de substituiçãoes:
- Batedor de clara de ovos por batedeira;
- coador de pano por filtros de café descartáveis;
- máquina de escrever por computador
- máquina fotográfica por máquina fotográfica digital.
Sugestão de atividade:
Identificar os verbos que estão nos seguintes tempos:
Modo indicativo:
- Presente
- Pretérito perfeito
- Pretérito imperfeito
Recriando um poema
O RABO DO TATU
O tatu cava um buraco,
O tatu cava um buraco
O tatu cava um buraco
SUGESTÃO:
1- Leitura individual
2- RESPONDA:
a- Quantas estrofes tem o poema?
b- Quantos versos?
c- Onde há rima?
d- Quais as ações do Tatu?
e- Quais os locais visitados pelo Tatu?
3- PRODUÇÃO DE TEXTO:
a- Escrever novas quadras sobre a viagem do Tatu.
Manter sempre o 1º verso e parte do 3º. Assim
O tatu cava um buraco
.....................................
Quando sai pra ...................
.....................................
O tatu cava um buraco
a procura de uma lebre,
quando sai pra se coçar,
já está em Porto Alegre.
O tatu cava um buraco,
e fura a terra com gana,
quando sai pra respirar
já está em Copacabana.
O tatu cava um buraco
e retira a terra aos montes,
quando sai pra beber água
já está em Belo Horizonte.
O tatu cava um buraco,
dia e noite, noite e dia,
quando sai pra descansar,
já está lá na Bahia.
O tatu cava um buraco,
tira terra, muita terra,
quando sai por falta de ar,
já está na Inglaterra.
O tatu cava um buraco
e some dentro do chão,
quando sai pra respirar,
já está lá no Japão.
O tatu cava um buraco
com as garras muito fortes,
quando quer se refrescar
já está no Pólo Norte.
O tatu cava um buraco
um buraco muito fundo,
quando sai pra descansar
já está no fim do mundo.
O tatu cava um buraco
perde o fôlego, geme, sua,
quando quer voltar atrás,
leva um susto, está na lua.
Sérgio Capparelli
SUGESTÃO:
1- Leitura individual
2- RESPONDA:
a- Quantas estrofes tem o poema?
b- Quantos versos?
c- Onde há rima?
d- Quais as ações do Tatu?
e- Quais os locais visitados pelo Tatu?
3- PRODUÇÃO DE TEXTO:
a- Escrever novas quadras sobre a viagem do Tatu.
Manter sempre o 1º verso e parte do 3º. Assim
O tatu cava um buraco
.....................................
Quando sai pra ...................
.....................................
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Cantando Histórias - Bia Bedran
"O meu trabalho se presta a um prolongamento da magia da infância, devolvendo à criança a ingenuidade e, ao mesmo tempo, o seu lado moleque." (Bia Bedran)
Bia Bedran, formada em Musicoterapia e Educação Musical, pratica a arte de contar histórias, ou melhor, cantar histórias. Há anos realiza um trabalho de alta qualidade. Vejo que a proposta do trabalho de Bia é utilizar a música e o conto de histórias como ferramentas para o desenvolvimento positivo de crianças. Seu trabalho dignifica o título de artista e de educadora, trabalho, que é uma arte e que realiza com técnica e amor. Compõe e interpreta as músicas, que vejo semelhança com parábolas, pois a essência está envolvida por interessante história, esperando os momentos de amadurecimento, e consequente percepção pelas crianças.
Você adulto, você jovem, não podem perder a oportunidade de conhecer com mais detalhes o trabalho de Bia Bedran. Para isso, neste post, foram adicionados alguns links e alguns vídeos.
Vídeo : O Campo Santo
Vídeo : O Menino que foi ao Vento Norte
Vídeo : Macaquinho
Bia Bedran - Site Oficial
Bia Bedran, formada em Musicoterapia e Educação Musical, pratica a arte de contar histórias, ou melhor, cantar histórias. Há anos realiza um trabalho de alta qualidade. Vejo que a proposta do trabalho de Bia é utilizar a música e o conto de histórias como ferramentas para o desenvolvimento positivo de crianças. Seu trabalho dignifica o título de artista e de educadora, trabalho, que é uma arte e que realiza com técnica e amor. Compõe e interpreta as músicas, que vejo semelhança com parábolas, pois a essência está envolvida por interessante história, esperando os momentos de amadurecimento, e consequente percepção pelas crianças.
Você adulto, você jovem, não podem perder a oportunidade de conhecer com mais detalhes o trabalho de Bia Bedran. Para isso, neste post, foram adicionados alguns links e alguns vídeos.
Vídeo : O Campo Santo
Vídeo : O Menino que foi ao Vento Norte
Vídeo : Macaquinho
Bia Bedran - Site Oficial
LEITURA
Leite, leitura
letras, literatura,
tudo o que passa,
tudo o que dura
tudo o que duramente passa
tudo o que passageiramente dura
tudo,tudo,tudo
não passa de caricatura
de você, minha amargura
de ver que viver não tem cura"
Paulo Leminskiletras, literatura,
tudo o que passa,
tudo o que dura
tudo o que duramente passa
tudo o que passageiramente dura
tudo,tudo,tudo
não passa de caricatura
de você, minha amargura
de ver que viver não tem cura"
Passatempo - Procure a bicharda: na mata
Procure a bicharada: são 15 animais escondidos no texto.
Na mata
"Uma velha senhora chamada Renata morava sozinha na mata, num pequeno bangalô. Um dia, enquanto dormia, recebeu a visita de um estranho cobrador. Era um homem de cabelo sarará, que empurrou a porta e, logo que entrou, o mais forte que podia ele gritou:
- Sua dorminhoca, que só gosta de fofoca, pague logo o que me deve e não me venha avacalhar, oferecendo bóia ou papo barato, que não vou suportar.
A velha senhora pulou da cama com o cabelo ainda emaranhado, calçou o sapato e, tremulando sem parar, uma célebre modinha começou a cantar. Os bichos que estavam na mata conheciam aquela melodia e logo foram acudir a velha senhora que morava sozinha".
Vamos ver quem consegue...
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
KARATÊ KID
- Informações Técnicas
Título no Brasil: Karate Kid Título Original: The Karate Kid País de Origem: EUA / China Gênero: Ação Tempo de Duração: 140 minutos Ano de Lançamento: 2010 Estréia no Brasil: 27/08/2010 Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures Direção: Harald Zwart
- Sinopse
Dre Parker (Jaden Smith), um garoto de 12 anos que poderia ser o mais popular de Detroit, mas a carreira de sua mãe acaba os levando para a China. Imediatamente, Dre se apaixona pela sua colega de classe Mei Yin, mas as diferenças culturais tornam essa amizade impossível. Pior ainda, os sentimentos de Dre fazem com que o brigão da sala e prodígio do kung fu Cheng torne-se seu inimigo. Na terra do Kung Fu, Dre conhece apenas um pouco de karate e Cheng irá mostrar ao "Karate Kid" que seus conhecimentos não valem nada. Sem amigos numa nova cidade, Dre não tem a quem recorrer exceto o zelador do seu prédio Mr. Han (Jackie Chan), que é secretamente um mestre do kung fu. À medida que Han ensina Dre que o kung fu é muito mais que socos e habilidade, mas sim maturidade e calma, Dre percebe que encarar os brigões da turma será a aventura de uma vida.
RATATOUILLE
- Informações Técnicas
- Título no Brasil: Ratatouille Título Original: Ratatouille País de Origem: EUA Gênero: Animação Classificação etária: Livre Tempo de Duração: 118 minutos Ano de Lançamento: 2007 Estréia no Brasil: 06/07/2007 Site Oficial: http://www.ratatouille.com Estúdio/Distrib.: Buena Vista Direção: Brad Bird / Jan Pinkava
- Sinopse
Na nova aventura animada RATATOUILLE, um rato chamado Remy sonha em se tornar um grande chef francês, mesmo contra os desejos de sua família e do óbvio problema de ser um rato em uma profissão totalmente inapropriada para roedores. Quando o destino o leva aos esgotos de Paris, Remy se vê na situação ideal, bem embaixo do famoso restaurante de seu herói culinário, Auguste Gusteau. Apesar dos aparentes perigos de ser um inadequado – e certamente indesejado – visitante na cozinha de um fino restaurante francês, a paixão de Remy pela arte culinária não demora a colocar em marcha acelerada uma engraçadíssima e eletrizante corrida de ratos que invade o mundo da culinária parisiense. Remy então se sente dividido entre sua vocação e a obrigação de voltar para sempre à sua prévia existência de rato. Ele aprende a verdade sobre amizade, família e entende que sua única opção é a de aceitar quem ele é realmente: um rato que deseja ser chef de cozinha.
A Menina e o Pássaro Encantado (Rubens Alves)
Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades…
Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.
“– Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você..”.
“– Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você..”.
E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro. Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça.
“… Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.” E de novo começavam as estórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouví-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre. Mas chegava sempre uma hora de tristeza.
“… Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.” E de novo começavam as estórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouví-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre. Mas chegava sempre uma hora de tristeza.
“–Tenho que ir”, ele dizia. “- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar….”.
“–Eu também terei saudades”, dizia o pássaro.
“–Eu também vou chorar. Mas eu vou lhe contar um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisada saudade, aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.” Assim ele partiu.
“–Eu também terei saudades”, dizia o pássaro.
“–Eu também vou chorar. Mas eu vou lhe contar um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisada saudade, aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.” Assim ele partiu.
A menina sozinha, chorava de tristeza à noite, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada.
“- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz”.
Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz. Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.
“– Ah! Menina… Que é que você fez?
Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias… Sem a saudade, o amor irá embora…” A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente. Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar. Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…Até que não mais agüentou. Abriu a porta da gaiola.”- Pode ir, pássaro, volte quando quiser…”.
“- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz”.
Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz. Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.
“– Ah! Menina… Que é que você fez?
Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias… Sem a saudade, o amor irá embora…” A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente. Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar. Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…Até que não mais agüentou. Abriu a porta da gaiola.”- Pode ir, pássaro, volte quando quiser…”.
“- Obrigado, menina, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar…”
E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.”- Que bom”, pensava ela, “meu pássaro está ficando encantado de novo…”.E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos…”- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje…” Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro. Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar.
AH! Mundo maravilhoso que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama…E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento.- Quem sabe ele voltará amanhã…. E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.
O GATO MALHADO
Quando a primavera chegou, vestida de luz, de cores e de alegria, olorosa de perfumes sutis, desabrochando as flores e vestindo as árvores de roupagens verdes, o Gato Malhado estirou os braços e abriu os olhos pardos, olhos feios e maus. Feios e maus, na opinião geral. Aliás, diziam que não apenas os olhos do Gato Malhado refletiam maldade, e sim, todo o corpanzil forte e ágil, de riscas amarelas e negras. Tratava-se de um gato de meia-idade, já distante de primeira juventude, quando amara correr por entre as árvores, vagabundear nos telhados, miando à lua cheia canções de amor, certamente picarescas e debochadas. Ninguém podia imaginá-lo entoando canções românticas, sentimentais.
Naquelas redondezas não existia criatura mais egoísta e solitária. Não mantinha relações de amizade com os vizinhos e quase nunca respondia aos raros cumprimentos que, por medo e não por gentileza, alguns passantes lhe dirigiam. Resmungava de mau humor e voltava a fechar os olhos como se lhe desagradasse todo o espetáculo em redor.
Era, no entanto, um belo espetáculo, a vida em torno, agitada e mansa. Botões nasciam perfumados e desabrochavam em flores radiosas, pássaros voavam entre trinados alegres, pombos arrulhavam amor, ninhadas de pintos recém-nascidos seguiam o cacarejar da orgulhosa galinha, o grande Pato Negro fazia a corte à linda Pata Branca, banhando-a na água dó lago. Folgazões, os cachorros divertiam-se saltando sobre a grama.
Do Gato Malhado ninguém se aproximava. As flores fechavam-se se ele vinha em sua direção: dizem que certa vez derrubara, com uma patada, um tímido lírio branco pelo qual se haviam enamorado todas as rosas. Não apresentavam provas, mas quem punha em dúvida a ruindade gatarraz? Os pássaros ganhavam altura ao voar nas imediações do esconso onde ele dormia. Murmuravam inclusive ter sido o Gato Malhado o malvado que roubara o pequeno sabiá do seu ninho de ramos. Mamãe Sabiá, ao não encontrar o filho para o qual trazia alimento, suicidou-se enfiando o peito no espinho de um mandacaru. Um enterro triste e naquele dia muitas pragas foram pronunciadas em intenção do Gato Malhado. Provas não existiam, mas que outro teria sido? Bastava olhar a cara do bichano para localizar o assassino. Bicho feio aquele.
Os pombos iam, amar longe dele: havia quase certeza de que fora ele quem matara — para comer -.. a mais linda pomba-rola do pombal, e, desde então, certo pombo-correio perdeu a alegria de viver. Faltavam as provas, é verdade, mas — como disse o Reverendo Papagaio — quem podia tê-lo feito senão aquele sinistro personagem, sem lei nem Deus, tipo á-toa?
As maternais galinhas ensinavam aos pintos cor de ouro como evitar o Gato Malhado em cujas mãos criminosas —. segundo afirmavam — muitos outros pintainhos haviam perecido (isso sem falar nos ovos que ele roubava dos ninhos para alimentar seu ignóbil corpanzil). Tampouco o Pato Negro queria saber dele, pois o gatarrão não amava a água do lago, tão querida do casal de patos. Os cachorros o haviam procurado para com ele correr e saltar. Mas ele os arranhara nos focinhos e os insultara, eriçando o pêlo, xingando-lhes a família, a raça, os ascendentes próximos e distantes.
(O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá. Uma História de Amor - JORGE AMADO)
01. O gato malhado demonstra o seu poder e domínio em relação aos mais fracos. Em nossa sociedade (seres humanos), é comum encontrarmos alguém ou uma classe social dominando, explorando a outra? Justifique sua resposta.
02. Identifique, no texto, o tempo e o espaço. Não esqueça de exemplificar com passagens da narrativa.
03. O clímax é o ponto de maior tensão de uma narrativa. No texto, qual parágrafo podemos afirmar como sendo o ponto máximo da história? Justifique.
04. É muito fácil identificarmos a descrição física do personagem no texto. Identifique características psicológicas do gato malhado.
Naquelas redondezas não existia criatura mais egoísta e solitária. Não mantinha relações de amizade com os vizinhos e quase nunca respondia aos raros cumprimentos que, por medo e não por gentileza, alguns passantes lhe dirigiam. Resmungava de mau humor e voltava a fechar os olhos como se lhe desagradasse todo o espetáculo em redor.
Era, no entanto, um belo espetáculo, a vida em torno, agitada e mansa. Botões nasciam perfumados e desabrochavam em flores radiosas, pássaros voavam entre trinados alegres, pombos arrulhavam amor, ninhadas de pintos recém-nascidos seguiam o cacarejar da orgulhosa galinha, o grande Pato Negro fazia a corte à linda Pata Branca, banhando-a na água dó lago. Folgazões, os cachorros divertiam-se saltando sobre a grama.
Do Gato Malhado ninguém se aproximava. As flores fechavam-se se ele vinha em sua direção: dizem que certa vez derrubara, com uma patada, um tímido lírio branco pelo qual se haviam enamorado todas as rosas. Não apresentavam provas, mas quem punha em dúvida a ruindade gatarraz? Os pássaros ganhavam altura ao voar nas imediações do esconso onde ele dormia. Murmuravam inclusive ter sido o Gato Malhado o malvado que roubara o pequeno sabiá do seu ninho de ramos. Mamãe Sabiá, ao não encontrar o filho para o qual trazia alimento, suicidou-se enfiando o peito no espinho de um mandacaru. Um enterro triste e naquele dia muitas pragas foram pronunciadas em intenção do Gato Malhado. Provas não existiam, mas que outro teria sido? Bastava olhar a cara do bichano para localizar o assassino. Bicho feio aquele.
Os pombos iam, amar longe dele: havia quase certeza de que fora ele quem matara — para comer -.. a mais linda pomba-rola do pombal, e, desde então, certo pombo-correio perdeu a alegria de viver. Faltavam as provas, é verdade, mas — como disse o Reverendo Papagaio — quem podia tê-lo feito senão aquele sinistro personagem, sem lei nem Deus, tipo á-toa?
As maternais galinhas ensinavam aos pintos cor de ouro como evitar o Gato Malhado em cujas mãos criminosas —. segundo afirmavam — muitos outros pintainhos haviam perecido (isso sem falar nos ovos que ele roubava dos ninhos para alimentar seu ignóbil corpanzil). Tampouco o Pato Negro queria saber dele, pois o gatarrão não amava a água do lago, tão querida do casal de patos. Os cachorros o haviam procurado para com ele correr e saltar. Mas ele os arranhara nos focinhos e os insultara, eriçando o pêlo, xingando-lhes a família, a raça, os ascendentes próximos e distantes.
(O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá. Uma História de Amor - JORGE AMADO)
01. O gato malhado demonstra o seu poder e domínio em relação aos mais fracos. Em nossa sociedade (seres humanos), é comum encontrarmos alguém ou uma classe social dominando, explorando a outra? Justifique sua resposta.
02. Identifique, no texto, o tempo e o espaço. Não esqueça de exemplificar com passagens da narrativa.
03. O clímax é o ponto de maior tensão de uma narrativa. No texto, qual parágrafo podemos afirmar como sendo o ponto máximo da história? Justifique.
04. É muito fácil identificarmos a descrição física do personagem no texto. Identifique características psicológicas do gato malhado.
Frase - Oração - Período
Frase, oração e período são fatores constituintes de qualquer texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de uma sequencia lógica de ideias, todas organizadas e dispostas em parágrafos minuciosamente construídos.
Por isso, é importante saber o conceito de cada um deles. Então vamos lá!
Frase – É todo enunciado linguistico dotado de significado, ou seja, é umacomunicação clara, precisa e de fácil entendimento entre os interlocutores, seja na língua falada ou escrita.
Neste caso, temos a frase nominal e verbal. A frase nominal não é constituída por verbo.
Ex: Que dia lindo!
Já na frase verbal há a presença do verbo.
Ex: Preciso de sua ajuda.
Oração - É todo enunciado linguístico dotado de sentido, porém há, necessariamente, a presença do verbo.
Ex: Os garotos adoram ir ao cinema e depois ao clube.
Podemos perceber a presença do sujeito e do predicado.
Período – É a junção de uma ou mais orações organizadas sintaticamente em torno de um ou mais verbos.
Ex: Hoje o dia está lindo, por isso os garotos irão ao cinema, ao clube e depois voltarão para casa felizes.
Frase - Oração - Período
- FRASES são palavras que transmitem uma mensagem.
- Frases verbais são aquelas que possuem verbo. Ex.: A 5ª série está atenciosa! 2 - Frases nominais são aquelas que não possuem verbo. Ex.: Parabéns hoje, felicidade sempre!
- As frases podem ser classificadas em:
• FRASES AFIRMATIVAS O macaco chupa picolé.
• FRASES NEGATIVAS O GATO NÃO TOMA BANHO.
• FRASES EXCLAMATIVAS (!!!!!) Que lugar lindo!
• FRASES INTERROGATIVAS (?????) O bebê está dormindo ou acordado?
• FRASES DECLARATIVAS (! .) Amanhã, não poderei vir à aula de Português.
• FRASE IMPERATIVA (.) Fora! Sai da minha frente! 10
Sujeito e predicado
A galinha põe
O vaidoso antepõe
O agricultor apõe
O músico compõe
O teimoso contrapõe
O químico decompõe
A testemunha depõe
O industrial expõe
O Estado impõe
O atrevido interpõe
O artista justapõe
O preguiçoso pospõe
O arrependido repõe
O orgulhoso sobrepõe
O caluniador supõe
O ladrão transpõe
E Deus dispõe
(Revista Boa Nova - Portugal)
Sugestão de atividade:
O agricultor apõe
O músico compõe
O teimoso contrapõe
O químico decompõe
A testemunha depõe
O industrial expõe
O Estado impõe
O atrevido interpõe
O artista justapõe
O preguiçoso pospõe
O arrependido repõe
O orgulhoso sobrepõe
O caluniador supõe
O ladrão transpõe
E Deus dispõe
(Revista Boa Nova - Portugal)
Sugestão de atividade:
1. Trabalhar os sinônimos dos verbos mais difíceis
2. Reescrever o poema no plural
3. Identificar sujeito e predicado
Exercícios de Interpretação textual A VELHA CONTRABANDISTA de Stanislaw Ponte Preta
Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo e respondeu:
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosseem frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas no saco só tem areia! – insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não “espaia” ? – quis saber a velhinha.
- Juro – respondeu o fiscal.
- É lambreta.
(Stanislaw Ponte Preta)
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo e respondeu:
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas no saco só tem areia! – insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não “espaia” ? – quis saber a velhinha.
- Juro – respondeu o fiscal.
- É lambreta.
(Stanislaw Ponte Preta)
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Interpretação do texto
1) O que a velhinha carregava dentro do saco, para despistar o guarda?
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2) O que o autor quis dizer com a expressão “tudo malandro velho”?
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3) Leia novamente o 4º parágrafo do texto e responda:
Quando o narrador citou os dentes que “ela adquirira no odontólogo”, a que tipo de dentes ele se referia?
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4) Explique com suas palavras qual foi o truque da velhinha para enganar o fiscal.
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5) Quando a velhinha decidiu contar a verdade?
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Quando o narrador citou os dentes que “ela adquirira no odontólogo”, a que tipo de dentes ele se referia?
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4) Explique com suas palavras qual foi o truque da velhinha para enganar o fiscal.
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5) Quando a velhinha decidiu contar a verdade?
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6) Qual é a grande surpresa da história?
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7) Numere corretamente as frases abaixo, observando a ordem dos acontecimentos.
( ) O fiscal verificou que só havia areia dentro do saco.
( ) O pessoal da alfândega começou a desconfiar da velhinha.
( ) Diante da promessa do fiscal, ela lhe contou a verdade: era contrabando de lambretas.
( ) Todo dia, a velhinha passava pela fronteira montada numa lambreta, com um saco no bagageiro.
( ) Mas, desconfiado, o fiscal passou a revistar a velhinha todos os dias.
( ) Durante um mês, o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
( ) Então, ele prometeu que não contaria nada a ninguém, mas pediu à velhinha que lhe dissesse qual era o contrabando que fazia.
Conto - O HERÓI
· Nome, características físicas;
· Onde vive e qual sua missão;
· Quem são seus amigos ou ajudantes;
· Quem são seus inimigos e rivais;
· Se possui superpoderes ou não.
2) Crie um herói, imagine as características do seu herói:
· A personalidade do seu herói ( tímido, expansivo, engraçado, sério, atrapalhado);
· Se é humano ou não;
· A idade;
· Os traços fisionômicos e a constituição do corpo;
· Como se veste.
Escreva um conto escolhendo, em cada uma das opções que se seguem, um herói ou heroína, algo que ele ou ela deseje, alguém ou alguma coisa que o ajuda, e assim sucessivamente até à conclusão feliz do teu conto. Podes sempre escolher outros elementos, inventados por ti.
* Escolhe e descreve o herói ou heroína do conto que vais escrever.
* Escolhe o que essa personagem procura.
* Alguém ou alguma coisa ajuda o herói ou heroína que escolheste na sua procura.
* O herói ou heroína tem que partir para conseguir o seu objetivo. Usa como meio de transporte...
* Na sua viagem encontra perigos que deve vencer.
* Chega, finalmente, ao local onde está o que procura.
* Mas, nesse lugar, encontra um adversário.
* E o herói ou heroína corre grave risco por que é... Ferido(a)? Feito(a) prisioneiro(a)? Feito(a) escravo(a)? Condenado(a) à morte? (...)
* Mas tudo acaba bem graças a... Alguém o/a trata ou liberta? Utiliza uma arma secreta ? Um milagre? Utiliza um objeto mágico/ (...)
* E o final é feliz!!
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